segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Estou a ficar velha e nem sei


Aquele momento em que ainda me sinto uma adolescente crescida e me apercebo que maior parte dos meus colegas são mais novos do que eu e já têm família constituída.

Como entrei para a escola com 5 anos, estou acostumada a ser a mais novinha em todo o lado e para animar ainda mais a situação, sempre aparentei ser mais nova do que aquilo que realmente sou. 

Quando entrei para este novo trabalho, reparei que algumas pessoas me começaram a tratar como alguém que acabou de sair do secundário, o que achei perfeitamente normal, porque apesar de estar com quase 27 anos, ainda tenho uma carinha muito menina e estou acostumada às pessoas acharem que sou mais novinha. 

Primeiramente, conheci a minha equipa e achei uma equipa jovem mais ou menos toda à mesma idade. Realmente, as idades não fogem muito umas das outras, são todas da casa dos 20's, mas a pessoa que aparenta ser a mais novinha (eu), veio-se a saber que afinal é a mais velha de toda a equipa. Sim, eu sou mais velha do que a minha chefe de equipa. Por dias, é certo, mas chego a ser mais velha. O que me fez sentir, não velha, mas estranha. 

A minha equipa não leva uma vida muito diferente da minha, cada um com os seus namorados, mas ainda vivem com os pais e nem têm intenções de sair de casa dos pais para já. 

Depois, conheci o resto das equipas da loja e comecei a ver gente que está noiva, gente que casou recentemente, gente que teve filhos recentemente, gente que já vai para o segundo filho, gente que só fala nos preparativos do casamento, gente que já vive junto há mais anos do que aqueles que eu trabalho e por aí fora.

Quando vou a pesquisar a fundo sobre esta gente toda, venho a descobrir que sou a mais velha não só na minha equipa, como sou a mais velha nesta gente toda. Eu sou mais velha que gente que já é casada há anos e já leva uns dois filhos. Isso sim faz-me sentir velha, apesar de ainda me sentir uma adolescente com a mania que é adulta. 

A sério minha gente, eu ainda me sinto tão pequenina e esta gente já tem toda vida feita e eu ainda nem sei o que fazer com a minha. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Um chefe não serve só para mandar


Na minha opinião, um bom chefe, não só manda fazer, como também mostra que sabe fazer e faz sem qualquer problema. Já tive chefes espectaculares que se mostravam sempre prontos e sem qualquer medo do trabalho, sem nunca esquecer a liderança da equipa. Isso para mim é a definição de um bom chefe. 

Actualmente, tenho uma chefe que tem uma personalidade muito querida até. Acredito mesmo que a mulher seja muito boa pessoa, mas não gosto mesmo nada dela como chefe. As pessoas adoram fazer turnos com ela, porque ela é uma pessoa espectacular e quando tem de chamar alguém à atenção fá-lo num tom que não deixa uma pessoa piursa de ter acabado de levar nas orelhas.

Já eu detesto trabalhar com ela. É muito boa pessoa, sim senhor, mas não mexe o cú para fazer uma palha. Dá instruções a este, dá instruções àquele e toda a gente segue essas instruções, mas há vezes que essas instruções são de tal maneira estúpidas que eu só penso "Então mas se lá estás, porque não fazes tu?". 

Imaginem que alguém vai à casa de banho, faz as suas necessidades e acaba com o papel higiénico. Em vez de trocar o rolo que está numa gaveta mesmo ao lado da sanita, sai da casa de banho e vai chamar alguém para o ir fazer. Esse alguém que estava ocupado a passar a roupa a ferro, é obrigado a largar a sua tarefa para ir à casa de banho mudar o rolo. Obviamente que este não é um exemplo verídico, mas acho que dá para perceber o sentimento.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Aqui fala-se português #2


Estão a ver aquelas raparigas apelidadas de "Platiscs" no filme Mean Girls? Esta tarde, entraram na loja onde trabalho um grupo de raparigas que fazia lembrar as Plastics e só de olhar deu-me um bocado de fastio. Aquele falar com ar enojado com tudo o que as rodeia até me fez revirar os olhos.

Mais tarde percebi que não eram portuguesas, mas também não eram inglesas. Pelo que me deu a entender, elas deviam ser um grupo de várias nacionalidades e falavam inglês entre si, porque cada uma tinha o seu sotaque.

Andava eu descansadinha a fazer o meu trabalho, quando uma delas me olhou de alto a baixo com aquele ar enojado e disse para o resto do grupo "Oh my gosh! Do you konw how to say in portuguese if they have mexican tortillas?". E a outra responde "Oh my gosh! I really don't!. E foram-se embora. Sim, ambas disseram "Oh my gosh!".

Mesmo que uma pessoa não saiba falar outras línguas, basta dizer "Tortillas?" e alguém as guiava até lá, mas apenas decidiram pensar que ninguém as iria entender. 

Mais tarde, voltaram-se a cruzar comigo e ouvi que estavam a precisar de vinagre. Pararam mesmo em frente ao óleo alimentar e uma disse "Oh my gosh! I think this is vinegar!" (Sim, o "Oh my gosh" devia ser o aviso de que iam começar uma frase). Agarraram numa garrafa e levaram para comprar.

Eu podia ter sido boa pessoa e dizer que aquilo não era vinagre, mas gostei mais da imagem delas a temperar a salada com óleo e portanto deixei andar. Porque aqui fala-se português, mas também há quem saiba falar outras línguas. 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Erros ortográficos fazem-me comichões


Quando uma mulher candidata a presidente da junta escreve no Facebook discursos cheios de erros ortográficos, perde toda a credibilidade para mim. Eu sei que ninguém é perfeito, mas um texto nada pequeno cheio de erros, não é uma coisa nada boa para qualquer candidato.