segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Boas impressões

Uma coisa com a qual não tenho muito jeito é lidar com aquelas pessoas que gostam de nos importunar com certas conversas só para divertimento próprio. Lembrei-me disto nem sei bem como, mas quando comecei a namorar com o meu ex-namorado, eu não conhecia a terra dele. 

Depois de um tempo de namoro, ele levou-me à terra dele para ficar a conhecer a casa dele e fiquei também a conhecer a mãe dele. Eu sou uma pessoa bastante envergonhada e para agravar ainda mais a situação, não sou muito boa em conversas para criar boas impressões, porque eu simplesmente digo aquilo que penso e pronto. O que pode ser bom ou então não!

A mãe dele veio toda simpática cumprimentar-me e tal e depois começa a meter aquele tipo de conversa para encher chouriços, coisa em que não sou mesmo nada boa. Se uma pessoa me diz que está calor eu digo "pois está" e se me diz que vai chover, eu digo "pois vai". E a conversa morre aí!

Então a conversa dela era qualquer coisa:

Ela: Então vieste visitar a terra? 
Eu: Sim!
Ela: Estás a gostar?
Eu: Estou!
Ela: Assim com o calorzinho até se torna mais agradável andar lá na rua do que dentro de casa.
Eu: Pois é!
Ela: Achas que isto é bonito?
Eu: Acho!
Ela: Mais bonito do que a tua terra?
Eu: Não!



Uma pessoa normal pára para pensar e tentar responder aquilo que as pessoas querem ouvir. Uma pessoa como eu responde um redondo NÃO sem pensar duas vezes. E respondi um redondo NÃO, porque não, a minha terra é a minha terra, obviamente que é mais bonita do que as outras todas. 

Fiquei super atrapalhada a ver na cara da mulher que aquela não era a resposta que queria ouvir. E mais um ponto para mim na super boa impressão que causei. ✋ Mas depois de pensar no assunto e depois de uns valentes anos se terem passado, a culpa não foi minha, a culpa foi da mulher, porque não estava no direito de me fazer aquele tipo de perguntas 😈 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Cúmulo do exagero


Tenho um primito que acabou de fazer um ano e como tal, decidi ir comprar-lhe uma prendinha. Optei por um conjunto de camisola, calça e umas sapatilhas. Comprei a camisola e as calças na H&M super fofinhas a combinar uma com a outra. Só não comprei também lá o calçado, porque não gostei da combinação, então decidi ir comprar a outra loja. 

A passear pelo shopping, vi a Chicco e decidi ir espreitar o calçado. Perguntei à senhora onde encontrava as sapatilhas para um anito e ela lá me acompanhou toda simpática. Sinceramente, não vi assim grande coisa que me agradasse por aí além, mas vi umas sapatilhas azuis que adorei. Procurei pelo preço e não o encontrei. Perguntei à senhora e ela respondeu-me 59,99€.


Esse preço dei eu pelas minhas All Star que são sapatilhas que duram uma vida inteira. Recuso-me a dar esse dinheiro por umas sapatilhas que daqui a dois dias ou três deixam de servir ao cachopo. Sorrateiramente saí da loja e pus-me a milhas de distância. Entrei no continente e vi umas sapatilhas a imitar as All Star a 10€. Não procurei por mais nada e levei essas mesmas sapatilhas. É um absurdo de dinheiro 60€ por umas coisas numa idade onde os cachopos crescem da noite para o dia. 

Se ainda fosse para durar, como que, é caro mas duram, ainda se justificava, mas para não durar nem um mês é dinheiro deitado ao lixo. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Estou a ficar velha e nem sei


Aquele momento em que ainda me sinto uma adolescente crescida e me apercebo que maior parte dos meus colegas são mais novos do que eu e já têm família constituída.

Como entrei para a escola com 5 anos, estou acostumada a ser a mais novinha em todo o lado e para animar ainda mais a situação, sempre aparentei ser mais nova do que aquilo que realmente sou. 

Quando entrei para este novo trabalho, reparei que algumas pessoas me começaram a tratar como alguém que acabou de sair do secundário, o que achei perfeitamente normal, porque apesar de estar com quase 27 anos, ainda tenho uma carinha muito menina e estou acostumada às pessoas acharem que sou mais novinha. 

Primeiramente, conheci a minha equipa e achei uma equipa jovem mais ou menos toda à mesma idade. Realmente, as idades não fogem muito umas das outras, são todas da casa dos 20's, mas a pessoa que aparenta ser a mais novinha (eu), veio-se a saber que afinal é a mais velha de toda a equipa. Sim, eu sou mais velha do que a minha chefe de equipa. Por dias, é certo, mas chego a ser mais velha. O que me fez sentir, não velha, mas estranha. 

A minha equipa não leva uma vida muito diferente da minha, cada um com os seus namorados, mas ainda vivem com os pais e nem têm intenções de sair de casa dos pais para já. 

Depois, conheci o resto das equipas da loja e comecei a ver gente que está noiva, gente que casou recentemente, gente que teve filhos recentemente, gente que já vai para o segundo filho, gente que só fala nos preparativos do casamento, gente que já vive junto há mais anos do que aqueles que eu trabalho e por aí fora.

Quando vou a pesquisar a fundo sobre esta gente toda, venho a descobrir que sou a mais velha não só na minha equipa, como sou a mais velha nesta gente toda. Eu sou mais velha que gente que já é casada há anos e já leva uns dois filhos. Isso sim faz-me sentir velha, apesar de ainda me sentir uma adolescente com a mania que é adulta. 

A sério minha gente, eu ainda me sinto tão pequenina e esta gente já tem toda vida feita e eu ainda nem sei o que fazer com a minha. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Um chefe não serve só para mandar


Na minha opinião, um bom chefe, não só manda fazer, como também mostra que sabe fazer e faz sem qualquer problema. Já tive chefes espectaculares que se mostravam sempre prontos e sem qualquer medo do trabalho, sem nunca esquecer a liderança da equipa. Isso para mim é a definição de um bom chefe. 

Actualmente, tenho uma chefe que tem uma personalidade muito querida até. Acredito mesmo que a mulher seja muito boa pessoa, mas não gosto mesmo nada dela como chefe. As pessoas adoram fazer turnos com ela, porque ela é uma pessoa espectacular e quando tem de chamar alguém à atenção fá-lo num tom que não deixa uma pessoa piursa de ter acabado de levar nas orelhas.

Já eu detesto trabalhar com ela. É muito boa pessoa, sim senhor, mas não mexe o cú para fazer uma palha. Dá instruções a este, dá instruções àquele e toda a gente segue essas instruções, mas há vezes que essas instruções são de tal maneira estúpidas que eu só penso "Então mas se lá estás, porque não fazes tu?". 

Imaginem que alguém vai à casa de banho, faz as suas necessidades e acaba com o papel higiénico. Em vez de trocar o rolo que está numa gaveta mesmo ao lado da sanita, sai da casa de banho e vai chamar alguém para o ir fazer. Esse alguém que estava ocupado a passar a roupa a ferro, é obrigado a largar a sua tarefa para ir à casa de banho mudar o rolo. Obviamente que este não é um exemplo verídico, mas acho que dá para perceber o sentimento.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Aqui fala-se português #2


Estão a ver aquelas raparigas apelidadas de "Platiscs" no filme Mean Girls? Esta tarde, entraram na loja onde trabalho um grupo de raparigas que fazia lembrar as Plastics e só de olhar deu-me um bocado de fastio. Aquele falar com ar enojado com tudo o que as rodeia até me fez revirar os olhos.

Mais tarde percebi que não eram portuguesas, mas também não eram inglesas. Pelo que me deu a entender, elas deviam ser um grupo de várias nacionalidades e falavam inglês entre si, porque cada uma tinha o seu sotaque.

Andava eu descansadinha a fazer o meu trabalho, quando uma delas me olhou de alto a baixo com aquele ar enojado e disse para o resto do grupo "Oh my gosh! Do you konw how to say in portuguese if they have mexican tortillas?". E a outra responde "Oh my gosh! I really don't!. E foram-se embora. Sim, ambas disseram "Oh my gosh!".

Mesmo que uma pessoa não saiba falar outras línguas, basta dizer "Tortillas?" e alguém as guiava até lá, mas apenas decidiram pensar que ninguém as iria entender. 

Mais tarde, voltaram-se a cruzar comigo e ouvi que estavam a precisar de vinagre. Pararam mesmo em frente ao óleo alimentar e uma disse "Oh my gosh! I think this is vinegar!" (Sim, o "Oh my gosh" devia ser o aviso de que iam começar uma frase). Agarraram numa garrafa e levaram para comprar.

Eu podia ter sido boa pessoa e dizer que aquilo não era vinagre, mas gostei mais da imagem delas a temperar a salada com óleo e portanto deixei andar. Porque aqui fala-se português, mas também há quem saiba falar outras línguas. 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Erros ortográficos fazem-me comichões


Quando uma mulher candidata a presidente da junta escreve no Facebook discursos cheios de erros ortográficos, perde toda a credibilidade para mim. Eu sei que ninguém é perfeito, mas um texto nada pequeno cheio de erros, não é uma coisa nada boa para qualquer candidato.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Aqui fala-se português


No outro dia, na loja onde trabalho, veio um senhor brasileiro a perguntar informações sobre determinado artigo. Eu acompanhei o senhor e informei-o da melhor maneira possível. Depois de informado e encontrar o que queria, o senhor sai-se com um "Gracias". 

De início nem me tinha apercebido bem do que tinha acabado de acontecer. Voltei ao que estava a fazer e reparei que fiquei atordoada da cabeça. Até me ri a pensar que tinha interpretado mal o sotaque do senhor. Às tantas, o senhor estava a falar para mim com sotaque espanhol e na minha cabeça atordoada pensei que ele estava a falar com sotaque brasileiro.

Depois de voltar ao meu trabalho, reparei que o senhor voltou a ir atrás de mim para fazer mais perguntas, mas desta vez prestei mesmo atenção ao sotaque do senhor. E mais uma vez, ele falou com sotaque brasileiro e chamou-me "moça". Nunca na vida um espanhol me ia chamar moça! Portanto, era brasileiro de certeza. 

Mais uma vez lhe respondi às perguntas e mais uma vez, com a sua simpatia, me respondeu um "Gracias". O senhor realmente foi simpático comigo, o que não é muito normal com a maioria dos clientes, e a verdade é que agradeceu, não entendi o porquê de ter sido em espanhol. Eu apenas esbocei um sorriso e respondi "Obrigada, eu!" para ver se o senhor entendia que em Portugal se fala português.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Preocupação com quem não merece


Eu não sou de dar grandes confianças, isso é a mais pura das verdades! Tanto que conto pelos dedos de uma mão a quantidade de amigos a quem eu não tenho problema nenhum em contar coisas da minha vida. 

Há uns anos, eu fiz uma amiga dessas. Uma pessoa que apareceu na minha vida através de gente conhecida. Aos poucos e poucos foi ganhando a minha confiança. Foi ganhando tanto que se tornou numa dessas pessoas. Assim como ela foi ganhando a minha, eu fui ganhando a dela e aos poucos nos tornámos amigas.

Eu sabia que, secretamente, ela andava um bocado de queixo caído por um certo rapaz, por quem eu não nutria simpatia rigorosamente nenhuma. Atenção, o rapaz não me tinha feito mal nenhum, nem nunca me deu razões para não gostar dele. Apenas não ia com a cara dele, talvez pela maneira como falava ou como agia, não sei, não faço ideia, não ia com a cara dele. 

Acontece que esse tal rapaz tinha namorada. Essa namorada agia de maneira extremamente ciumenta quando via o rapaz a falar com uma rapariga qualquer. Por isso mesmo, a minha amiga tentava manter uma certa distância do rapaz. 

O problema aqui é que por muito que ela mantivesse a distância, ele fazia questão de a manter por perto. Ou seja, de vez em quando íamos a uma festa onde estava o tal rapaz com a namorada e nada acontecia. Gente conhecida, cumprimenta-se e tal e toca a curtir a festa. 

A partir do momento que a namorada do rapaz se ia embora, a minha amiga começava a receber mensagens do rapaz. Mensagens como "Não me dizes nada hoje?" ou "Já te conheci mais simpática!"... coisas assim do género a meter-se com ela. 

Eu ia assistindo a isto ao longe, mas não dizia rigorosamente nada. Ela lá sabia da vida dela e o que fazia, mas se eu já não ia com a cara do rapaz, isto só fazia com que fosse ainda menos. 

A certa altura, o rapaz teve um arrufo com a namorada e terminaram a sua relação. Então, a partir daí, a minha amiga começou a ter conversas muito mais activas com o rapaz. Tão activas que acabou mesmo por se envolver com ele... várias vezes. Mas passado um tempo, o rapaz voltou com a namorada e a minha amiga de coraçãozinho magoado, mas a fingir que nada se passava, lá se tentou afastar do rapaz.

Mas a história volta-se a repetir toda. Ela tenta manter distância, mas ele mantém-na por perto. Isto chegou ao ponto de estarmos então numa festa. Está lá o tal rapaz e a namorada. Ninguém diz nada, mas quando o rapaz vai levar a namorada a casa, no caminho de volta manda mensagem à minha amiga a perguntar se pode ir ter a casa dela. 

Nesta altura, eu já andava a dizer à minha amiga para se afastar dele de vez, porque ele era tóxico para ela. Ela era obcecada com ele sem saber e ele brincava com a situação e para piorar tinha acabado de deixar a namorada em casa. Isto dava-me umas certas impressões na garganta. Se eu já não ia com a cara dele, passei mesmo a não gostar dele sem nunca me ter feito mal nenhum.

Ela já tinha bebido alguma coisa e continuava-me a perguntar o que lhe havia de responder, porque ele continuava a mandar-lhe mensagens a picá-la. Eu continuava-lhe a dizer "Esse gajo não presta! Deixa a namorada em casa e lembra-se de ti? Manda esse gajo pó caralho!". Ela acabou por me pôr o telemóvel nas mão e eu arrumei-o no meu bolso. 

O tempo passou e o rapaz acabou de vez com a namorada. E voltam então as conversas activas da minha amiga com ele. Mas aqui, as conversas já só eram activas quando passava pela cabeça do rapaz. Havia vezes que passava semanas sem lhe dizer nada e depois lá se lembrava dela para ir ter a casa dela. E isto não me atravessava mesmo nada bem na garganta. Mas ela era maior e vacinada. Já lhe tinha dado a minha opinião, não havia muito que eu pudesse fazer. Mas como era minha amiga, eu não conseguia deixar de estar preocupada. 

Passou algum tempo e nesse tempo, essa minha amiga lembrou-se de deixar de ser minha amiga. Sim, da noite para o dia, não quis mais ser minha amiga e começou a dizer a outras amigas minhas que eu falava mal delas nas costas delas. Pronto, não queria ser minha amiga, não ia andar atrás de ninguém para o ser. 

Não falo com ela desde então. Deixei de me preocupar com ela e com o que ela fazia. Hoje, soube que começou a namorar com o tal rapaz. E uma certa preocupação voltou-se a apoderar de mim, porque há aqui qualquer coisa que continua a não atravessar a minha garganta. 

sexta-feira, 28 de julho de 2017

"Chegou a aurora"


No minuto 1:41, o Chefe Powhatan canta "Chegou a aurora" e eu lembro-me de ser pequena e de ficar sempre com cara de parva a pensar "Mas o que raio está ali a fazer a Aurora?". É que ainda por cima tinha uma vizinha chamada Aurora e cada vez que ouvia esta música, ela aparecia como que por magia na minha cabeça.

Acreditem que esta pergunta matutou muito a minha cabeça durante mais tempo do que aquele que eu tenho orgulho em revelar, mas afinal o que fazia ali a aurora? 

Já não me lembro bem como descobri, mas um dia vi que aurora era sinónimo de amanhecer e fez-se luz no meu cérebro de tal maneira que me senti a pessoa mais parva à face da terra. Realmente, o Ratcliffe canta "Já chegou o dia", portanto tinha alguma lógica que o outro a cantar "Chegou a aurora" tinha alguma coisa a ver com o assunto. 

Finalmente, toda uma dúvida existencial da minha infância foi finalmente revelada e desde aí que não consigo parar de rir quando ouço esta música, principalmente na parte que ele canta "CHEGOU A AURORA", finalmente descobri o que raio estava ali a fazer a Aurora.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Fases da vida

Hoje, lembrei-me de vir aqui contar uma fase má da minha vida. Vá, não lhe vou chamar má, porque também não foi negra, mas boa é que não foi de certeza. Foi apenas uma fase parva. 

Foi numa altura em que andava a ressacar do meu ex-namorado. Não andava virada para rapazes, nem andava virada para encontrinhos, até que conheci o meu actual namorado. É verdade! Eu só reparei que estava pronta para andar para a frente, quando me apareceu à frente o meu actual namorado. 

Basicamente, andava em baixo de forma e como me habituei a andar assim, já nem me lembrava como é que era andar empolgada por causa dum rapaz. Lembro-me de estar perfeitamente normal e no momento em que ele me deu dois beijinhos para me cumprimentar, o meu próprio cérebro disse-me "Olha aí um rapaz tão fixe para ti!" e naquele momento, decidi que ia andar atrás daquele rapazito que tinha acabado de conhecer. 

Fiquei feliz com a pulga atrás da orelha, mas essa felicidade desapareceu num instante. Afinal, o rapazito tinha namorada e lembro-me de sentir alta desilusão dentro de mim, o que era estranho, porque eu só sabia o primeiro nome da rapaz, mais nada. 

Com essa desilusão, fui para casa amuada para continuar a minha ressaca descansadinha. Passado uns dias, uma amiga minha apresentou-me um amigo dela que não me despertou interesse absolutamente nenhum, mas infelizmente para mim, eu despertei demasiado interesse no rapaz. 

Então, o que aconteceu foi que o rapaz já não me largou mais desde esse dia. Tanto não me largou, que acabou por me beijar e eu, sinceramente, continuava a não estar para aí virada. Ele era bué querido comigo, isso era, mas não era um pessoa interessante para mim. De vez em quando, ia mandando uns olhares tímidos ao meu actual namorado, mas ficava mesmo triste por ver que ele tinha namorada. Acho que foi essa "tristeza" que me fez ir para os braços do segundo rapaz. 

Mas havia um problema: Eu não estava minimamente interessada no rapaz, mas de todo. Sinceramente, nem faço a mais pequena ideia do que me passou pela cabeça naquela altura. Eu andava como que a brincar aos namorados com ele. Dava-lhe um beijo uma vez por dia e lá lhe respondia a uma mensagem ou outra. 

Um dia ele perguntou-me como é que era a nossa situação. Nisso nunca lhe menti, eu não o considerava meu namorado, nem queria que ele me considerasse namorada dele, éramos apenas duas pessoas que se estavam a conhecer. Ele não me disse nada em relação a esse assunto, mas a partir desse dia, tornou-se num ciumento compulsivo. 

Não podia sair de casa sem lhe dizer onde ia, não podia ficar no café a partir de certa hora, não podia ver as horas no telemóvel, porque ele pensava que estava a mandar mensagem a alguém, não podia sequer pensar em ir trabalhar para um bar à noite e coisas assim desse género.

Como é óbvio, eu estava-me a cagar de bem alto para o que ele dizia ou deixava de dizer. Era o que mais me faltava agora não poder estar com o meu telemóvel à vontade que tinha logo o rapaz a ver o que eu estava a fazer. 

Nunca fiz nada com ele e numa noite ele deu a entender para irmos para o meio do mato fazer sexo e a minha reacção foi qualquer coisa do género:


Com aquelas cenas de ciúmes todas, estava mesmo loucamente caída por ele para ir onde quer que fosse. Nessa mesma noite, chateou-se comigo por causa de estar a jogar um jogo no meu telemóvel. Alguém que me diga por favor, se já tiveram alguém a chatearem-se com vocês por causa de estarem a jogar no vosso próprio telemóvel. Achei demasiado e mandei-o dar uma volta nessa mesma hora. 

Depois disso, ele fez de conta que não entendeu o que disse e continuou como se nada fosse. Continuava a mandar mensagens fofinhas de bom dia, ficava preocupado quando demorava a responder... e eu nunca mais respondi a uma mensagem dele. 

Ao fim da primeira semana sem lhe responder (sim, ele era chato), ele começou a tentar picar-me. As mensagens já não eram fofinhas, já eram ofensivas. Nessa altura, eu já não valia nada, era uma esta e aquela, mas tanto se me dava, como se me deu, a minha resposta continuou a ser a mesma... nada. Continuei sem lhe responder. Algum dia se havia de cansar. 

Acabou por se cansar, mas cada vez que me aparecia à frente, armava-se em bad boy, como que a tentar despertar o meu interesse. Arrancava com a mota dele a mil à hora, fumava ganzas à minha frente, ligava a gajas à minha frente a tentar ter uma conversa "íntima" com elas, traficava droga à minha frente... coisas assim desse género. E isto era ele a tentar pôr-me ciúmes de alguma maneira, mas a única coisa que via é que livrei-me de boa. 

Com isto tudo, o meu actual namorado já não namorava e foi uma boa oportunidade para começar a falar com ele. E desde aí, nunca mais nos largámos.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

RIP Chester Bennington


Ninguém merece chegar a casa cansada do trabalho, desesperada por um bom banho e por uma boa ceia e levar com a notícia em cima de que a minha banda preferida sofreu uma grande, enorme, gigante perda. Eu nem tenho palavras para descrever aquilo que estou a sentir, porque nem eu percebo bem o que estou a sentir. Apesar de tudo, conheci-o com 13 anos, cresci a ouvi-lo cantar e não consigo acreditar que já não o vou ouvir a cantar novas músicas. Só sei que o meu coração está desolado. 

Aqui deixo a primeiríssima música que conheci da minha banda preferida quando tinha 13 anos e a última música que conheci deles agora com 26 anos.



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mini férias?


Como disse no post anterior, fui pedir dois dias de folga seguidos para tentar ir à praia com o meu namorado, mas tentei fazer uma manobra de pedir as folgas no início da semana, para tentar fazer um fim de semana prolongado, ou seja, eu pedi a Segunda e a Terça de folga, para tentar ficar de folga o Sábado e o Domingo anteriores. Assim, fico um fim de semana prolongado em casa, o que já dava para fazer umas excelentes mini férias. 

Ontem, fui ver o meu horário para Agosto e fiquei mesmo bué feliz por ver que realmente estava desde Sábado até Terça de folga. Fiquei mesmo bué feliz, só me apetecia saltar naquele momento. Mal saí do trabalho, liguei logo ao meu namorado toda contente com o meu horário. 

Mas o problema aqui é que o horário ainda está sujeito a alterações, ou seja, eu realmente vou ter aquela Segunda e Terça de folga que pedi, mas as folgas de Sábado e Domingo podem ir por água a baixo e por isso estou mesmo bastante ansiosa com medo do horário se alterar todo até lá. Depois quero começar a planear tudo e não posso, porque sujeito-me a ver os meus planos todos invertidos até lá. 

Agora, vou andar duas semanas super ansiosa para que finalmente chegue Agosto. Só espero que o meu chefe não me altere esses diazinhos. Ai, eu quero tanto sonhar com Porto Covo, mas ao mesmo tempo sinto-me bastante "culpada" por ainda não ter certezas de nada e não poder sonhar à vontade.

Porto Covo aqui vou eu? Ai, eu espero tanto que sim. Por favor, deixa-me ir!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Férias procuram-se

Uma vez que só comecei o meu contracto em Junho, significa que férias não existem este ano, mas não custa nada tentar pedir uns dias para ir acampar com o meu namorado. Se assim conseguir, o destino vai ser Porto Covo.



Alguém conhece? Já alguém andou por lá? O que acham?
Eu gostava muito de planear umas mini-férias, mas nada de esperanças. Acho que este ano vou só mesmo um dia por outro à praia.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Acho que devia ir repetir a primária


Reparo que estou demasiado à vontade com as tecnologias, quando tive que fazer uma conta de multiplicar com muitos números e casas decimais à mão e vi-me à rasca para me lembrar como é que aquilo se fazia. 

É triste! É mesmo muito triste!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Responsável de loja


Quão estranho é, estar a trabalhar há um mês, ainda não fazer a mais pequena ideia de certas funções que tenho que fazer, ainda me fartar de pedir ajuda para fazer certas coisas e já estar a trabalhar como responsável de loja?

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Mesquinhices


Tenho pena da mesquinhice das pessoas! Não só porque torna as pessoas mais parvas do que aquilo que elas já são, mas também porque, a certo ponto, não se tornam lá muito boas pessoas graças à sua mesquinhez. 

Tenho pena das pessoas que não consigam abrir a mente. Tenho pena das pessoas que não consigam pensar por elas próprias. Tenho pena das pessoas que vivem somente através das redes sociais e se esqueçam que têm uma vida por trás. Tenho pena das pessoas que só conseguem viver através das reclamações da vida dos outros. Tenho pena dessa gente toda. 

Mas o que me dá nojo, mas mesmo nojo e vontade de desatar à chapada com toda a gente, é ver gente com idade para ter juízo, não é gente com 20 ou 30 anos, é gente com menos de uma década para chegar à idade da reforma a discutir em praça pública as publicações dos outros no facebook. Mas esta gente não sabe ir fazer um arroz de feijão ou preparar a broa para se ir comer uma sardinha?

Quando eu pensava que já tinha visto de tudo, só me faltava ver uma cambada de pré-reformados amuados por causa das publicações dos outros nas redes sociais. E ainda dizem que é a juventude que está arruinada. Mas onde é que eu vim parar? Onde é que estão as lições de moral a dar aos mais jovens?

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sorriso amarelo


Uma coisa com a qual não sei lidar muito bem é com gente que tem a mania que tem piada. Mal conhecemos as pessoas e já se armam assim para cima de nós. Tudo bem que é a maneira deles serem, nada contra, mas como não tenho grande confiança com as pessoas, eles passam a vida a mandar as suas piadas para o ar e eu tenho que forçar a minha cara a formar um sorriso para não ficar assim tão mal vista. 

Quando eu não estou para aí virada, eu tenho noção do quão séria a minha cara é. Se vocês soubessem o trabalho que dá ordenar ao meu cérebro para arquear os meus lábios e espetar os dentes de fora... sinto-me a pessoa mais cínica à face da terra. Eles bem tentam, mas eu não lhes acho piada nenhuma, o que é que eu posso fazer?

Sorrir e acenar!


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Marchas Populares - desabafo


Já no fim dos Santos Populares, tenho que confessar que sou doida por Marchas Populares. É verdade, adoro! Só não sou muito adepta quando começam a inventar muito. Eu sei que tem que se abrir a mente e dar asas à imaginação, mas marchas é para marchar, não é para andar a dançar danças de salão lá no meio ou andar a fazer piruetas no ar como as cheerleaders. Há muito sítio por onde dar asas à imaginação, não é preciso ir buscar danças do ventre ou coisas do género. Esta é a minha opinião. 

Já há alguns anos que sigo as Marchas Populares de Lisboa e, não sei se é por a minha apreciação estar mais exigente ou assim, achei as marchas completamente fraquinhas este ano. Não sei bem como é que são feitos os critérios de pontuação, mas já fico um bocadinho enjoada por ver Alfama a ganhar. Nada contra, atenção, até porque em comparação ao resto das marchas foi das menos más, mas também esteve muito longe de ser excelente. Das que eu mais gostei foi a da Madragoa, apesar de não gostar muito dos figurinos, mas gostei muito de saber que ganhou o prémio de melhor coreografia. 

Normalmente, gosto sempre do Alto do Pina, mas este ano nem reacção tive a olhar para a televisão. Eles pareciam umas baratas tontas a dançar. Não que a coreografia fosse má, até nem era má, mas a velocidade com que ia a música, eles não tinham pernas para acompanhar o ritmo, nem a cantar, notava-se bem que estava cada um a cantar no seu tempo, porque ninguém atinava com aquilo.

Mas pronto, vou ficar por aqui com a minha decepção com as marchas deste ano, senão nunca mais saio daqui e ninguém liga a marchas como eu ligo. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ponto Situação do novo emprego


Depois de duas semanas de ter começado a trabalhar, posso dizer que até agora não tenho grandes coisas a apontar à minha equipa de trabalho, o que é bom. É uma equipa muito pequena de apenas 5 ou 6 pessoas e não sei bem como é que o raio das escalas são feitas que às vezes temos o dobro do trabalho e metade da equipa para trabalhar. Mas pronto, tirando esses pequenos pormenores, até agora fui muito bem recebida por toda a gente e puseram-me todos muito à vontade. São todos mais ou menos à minha idade e parecem até ter um certo tino. 

Mas tenho uma pequena pergunta: até que ponto é bom, estar sempre a trabalhar com as mesmas pessoas?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Serei má pessoa?


Sendo filha única, as pessoas mais importantes da minha vida são os meus pais e logo a seguir, o meu namorado. Ou seja, o meu namorado é a terceira pessoa mais importante na minha vida. Para o meu namorado, eu sou a quarta pessoa mais importante da vida dele, porque para além dos pais, sou ultrapassada pela irmã dele, como é óbvio.

Atenção, não me interpretem mal, apesar de não ter grande confiança com ela, eu gosto muito da minha cunhada e admiro a relação que eles têm, porque penso sempre que se tivesse um irmão, gostava de ter uma relação como a deles.

Eu entendo isso tudo em teoria. Na prática, não deixo de sentir aquele ciuminho pequeno e às vezes fico a sentir-me mal comigo mesma por sentir esse ciuminho parvo. Serei má pessoa?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Finalmente


Depois de muito tempo de procura e entrevistas, finalmente vou começar a trabalhar na próxima semana. Vamos lá ver como corre. Tenho um mês à experiência, espero não fazer nada que ofenda ninguém. 

Estou a dizer isto de não ofender ninguém, porque há uns dois meses fui a uma entrevista, onde conheço muita gente que lá trabalha, e fui dada como mal educada por quem me entrevistou, porque falei mal do meu antigo trabalho. 

Sim, isso mesmo. Falei bastante mal do meu antigo trabalho. Toda a gente sabe que não se deve falar mal dos antigos trabalhos, por mais horrorosos que tenham sido. A minha entrevistadora perguntou-me onde é que tinha trabalhado anteriormente e as minhas funções. Eu respondi cada sítio onde trabalhei e o que lá fazia.

Logo a seguir, ela fez-me uma pergunta que senti como uma rasteira: "E gostaste de lá trabalhar?", por mais que uma pessoa tenha vontade de dizer que não, a resposta é sempre "Sim, adorei!". Depois vieram as questões que me fizeram ficar mal vista.

"Se fosses tu a mandar, o que é que mudarias?" e as minhas exactas palavras foram "Talvez a gestão de pessoal. Acho que haviam funções com demasiado pessoal quando não eram precisos assim tantos e outras funções que necessitavam de mais gente e tinham poucas pessoas!"

E foram estas as palavras que me deixaram ficar mal vista perante a entrevistadora. Fui muito mal educada não fui? Falei bastante mal do meu antigo trabalho. Não tenho desculpa perante uma situação destas. 

Mais tarde, fiquei a saber que quem ficou com a vaga foi a cunhada dessa entrevistadora. 

Basicamente, ela já sabia quem ia ficar desde o início. Sobre mim, disse que fui mal educada sobre o meu antigo trabalho, nem quero imaginar as desculpas que ela deu para o restante pessoal que foi entrevistado. 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Histórias de amor correspondido?


Eu ando a seguir uma história, assim ao longe, sobre um casal jovem que eu conheço. Eles eram colegas de turma e davam-se bem até que se aproximaram e começaram a namorar aos seus 18 anos. Depois de 5 anos de namoro, a rapariga "alega" que deixou de gostar dele e portanto decidiu terminar a sua relação com o rapaz. Até aí, tudo bem, sim senhora, gostei da atitude. Se não gosta, mais vale terminar do que andar a engonhar.

A história baralha-se um bocado, quando descobrimos que a rapariga já andava a falar sobre o assunto de ter deixado de gostar do namorado com um amigo dela, mas piora quando sabemos que esse amigo dela é um dos melhores amigos do namorado. Mas piora ainda mais, quando toda a gente sabe que esse amigo está perdido de amores pela rapariga desde sempre.

Basicamente, o rapaz está a passar um mau bocado, porque nota-se que gosta mesmo dela e ao mesmo tempo está magoado por saber que o confidente da namorada foi um dos seus grandes amigos. E portanto, anda naquela fase que não sabe pensar, ou seja, a meio da noite, ela liga-lhe a perguntar se ele quer ir ter com ela e ele vai logo a correr sem pensar duas vezes.

No meu ponto de vista, a rapariga está a jogar sujo. Diz que já não gosta dele, mas sabe que o tem na mão, portanto faz o que quer e lhe apetece. E ele feito parvo, deixa. Se já não gosta dele, deixai-o avançar com a sua vida.

Parece que estou mesmo a ver daqui a uns tempos, o rapaz conhece uma nova rapariga e começa a gostar dela e depois aí vem a outra a dizer que afinal ainda gosta dele. Estou mesmo a ver uma situação dessas a acontecer.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Obrigada pelo esclarecimento

No meio de Abril, fui a uma entrevista de trabalho e informaram-me logo que o emprego em questão era para começar no dia 2 de Maio. Na entrevista fui muito bem recebida e foi tudo muito simpático comigo. Também fui informada que no final desse dia (ou o mais tardar, no final dessa semana) já iria ter uma resposta via telefone ou mail com boas ou más notícias.

O fim do dia chegou e notícias nem vê-las. O final da semana chegou e as notícias continuavam a não aparecer. Deduzi que não tinha ficado com o trabalho, qualquer pessoa deduziria isso. Com o aproximar do final de Abril, tornou-se bastante óbvio que não era eu que iria ocupar aquela vaga.

E o dia 2 de Maio chegou e passou e como é óbvio, eu não ocupei a vaga. Hoje, dia 10 de Maio, recebi um mail a dizer que lamentavelmente eu não tinha sido seleccionada para ocupar a vaga disponível. 


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Exigências


Às vezes, pedem-me para fazer determinados favores que eu não tenho qualquer tipo de problema em fazê-los, mas sinto que esses favores vêm com determinadas exigências. Vêm com aquele tipo de paleio para cima de mim como "eu pago-te é para fazeres aquilo que eu quero"(por outras palavras), mas eu não sou paga para fazer o que quer que seja. Tenho que estar a aguentar este tipo de paleio?

Eu gosto de dizer que sou boa pessoa e que gosto de ajudar os outros, mas quem está a fazer o favor sou eu e ainda vêm com exigências para cima de mim? Só tenho a dizer que a cavalo dado não se olha o dente e ide-vos foder, sim? Tenho dito!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mudança... para melhor?


É impressionante como uma mudança errada da cor de cabelo deixa uma pessoa nova a parecer alguém bastante mais velha. No outro dia, vi uma rapariga da minha idade que já não via há uns meses e ela decidiu pintar o seu cabelo numa cor que eu não sei bem designar. Ela tem o cabelo preto, mas decidiu pintar em tons alourados, mas não é o cabelo todo. São assim umas madeixas esquisitas. Eu diria que quem lhe pintou o cabelo, não fez um trabalho mesmo nada bem feito (às tantas, foi ela que tentou fazer em casa).

A verdade é que passei por ela duas vezes no mesmo dia e não a reconheci nenhuma das vezes. Quando a voltei a ver, reparei que essa nova cor de cabelo a fazia parecer uma mulher com 20 anos a mais. Daí eu não a ter reconhecido. Posso mesmo dizer que não lhe fica mesmo nada bem. Ela deve ter à volta de 25 anos, com 20 anos a mais, parece uma mulher de 45 anos. Agora imaginem o quão diferente ela está, mas não é para melhor. As próprias mulheres de 45 anos devem parecer melhor do que ela.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Aparências

Ultimamente, tenho-me lembrado de contar histórias que foram acontecendo comigo que agora dão vontade de rir, mas na altura não achava lá muita piada. Esta história não é tão comprida como a que contei anteriormente (parte 1; parte 2), mas é apenas estúpida.

Foi com o meu primeiro namorado. Tinha 18 anos quando comecei a namorar com ele e ele tinha um bocado a mania de se armar em convencido, mas era um convencido num tom de brincadeira. Esse tom de brincadeira foi desvanecendo até que a certa altura já era impossível de aturar. Ele tornou-se numa das pessoas mais convencidas que alguma vez conheci, nem sei bem porquê. Eu sempre fui uma pessoa bastante simples, portanto por influência minha não há-de ter sido.

Tornou-se convencido ao ponto em que até a roupa que trazia vestida tinha que ser toda de marca e mesmo a marca não podia ser qualquer uma. Tinha que ser das mais caras, porque se ele andasse com uma simples camisola da Zara, já não era compatível com a sua personalidade de "Eu sou o maior". Toda a humildade que poderia estar dentro dele desapareceu. 

Ele tinha vergonha por causa dos pais viverem do ordenado mínimo. Essa vergonha vinha dum atrofio psicológico que ele ganhou, não sei como. No pensamento dele, se as pessoas soubessem que tudo o que o rodeia é "pobre", então vai ser gozado. Daí ele andar sempre com roupas de marca. Chegou até a comprar um Rolex, porque um simples Swatch não era o suficiente para ver as horas.

Mas até aí, cada um faz o que quer ao seu dinheiro e eu não tenho rigorosamente nada a ver com isso.

Um dia entrei numa loja da Babou e vi uma amiga dele que estava lá a trabalhar. Mais tarde, estava a falar ao telemóvel com ele e numa de meter conversa disse-lhe "Olha, hoje vi a tua amiga na Babou. Não sabia que ela trabalhava lá!"

E o tom de voz dele alterou-se instantaneamente. Estava super divertido a falar comigo e de repente, a voz dele tornou-se séria e elevada "Sim, trabalha. E agora vais começar a gozar com ela por estar a trabalhar lá?"


Porque raio é que eu haveria de gozar com alguém que está a trabalhar a ganhar o seu dinheiro? Foi quando eu me apercebi que ele tinha literalmente vergonha de tudo o que o rodeava, inclusivamente o facto dos amigos terem trabalhos assim em lojas e não serem grandes médicos e advogados e coisas assim. 

Assim como ele não me contava nada dos seus amigos por ter vergonha alheia, descobri depois mais tarde que ele também tinha vergonha de mim. Daí eu só conhecer um amigo ou dois dele e começar-me a atirar à cara para engordar 10kg, porque era muito "esquelética". Basicamente, ele tinha vergonha de andar de mão dada comigo na rua, porque não queria ser visto na rua com uma rapariga magra e não toda jeitosa ali com um decote a fazer inveja a qualquer gaja.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Há com cada lata


Eu já ando farta de reclamar sobre isto aqui no blogue e quem por aqui anda também já anda enjoadinho de eu falar sobre o mesmo tema, mas eu cada vez mais vejo a estupidez humana a andar à minha volta e como é da natureza do Ser Humano reclamar sobre tudo e mais alguma coisa, eu tenho que reclamar sobre isto.

Há muito trabalho para fazer, mas muita gente é alérgica ao trabalho. Então para evitar andar a gastar dinheiro em anti-histamínicos, a solução mais fácil é fugir do trabalho. 

Muitas pessoas da minha "equipa" de trabalho fogem constantemente das suas responsabilidades, mas quando o trabalho aparece feito, como que por magia, nunca está nada bem para eles. Há sempre pontos a reclamar, por mais parvos que sejam. As pessoas têm que arranjar sempre, mas eu digo mesmo SEMPRE, uma ponta por onde reclamar. 

É incrível como é muito fácil reclamar quando o trabalho já está feito. que por acaso foi feito por outros e não por eles. Depois chegam aqueles dias onde é preciso a colaboração de toda a gente, porque é preciso andar a acartar muita coisa de um lado para o outro e é incrível como essas pessoas estão sempre com problemas nas costas nesses dias.

Coincidência? Para mim isso é uma lata que as pessoas têm que eu não suporto. E depois quem fica mal vista sou eu por andar a ralhar com pessoas com o dobro da minha idade 😡

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Humilhação desnecessária #2

Então, em continuação a este post, eu já não conseguia passar tempo de qualidade com o meu amigo. Senti que todos os nossos desabafos já não eram os mesmos. Senti que ele já não me contava certas coisas da sua vida, tanto que já nem fazia ideia das relações amorosas dele e que normalmente sabia de tudo. 

Dei por mim a ocultar certos eventos dele, porque também já não me sentia à vontade de lhe contar tudo como antes contava. E pior que tudo, sentia que todo este afastamento tinha sido culpa dos outros dois, mas ele é que era dono das suas decisões, portanto não podia atribuir as culpas aos outros, apesar de terem muita influência.


A certa altura, comecei a notar que ele olhava para mim como os outros dois, ou seja, a menina "penetra". Tentava falar com ele sobre a situação, engoli várias vezes o meu orgulho para falar com ele e eu via na cara dele que me estava a cagar na testa, revirava os olhos como quem não quer saber do que eu estou para ali a falar. Isso magoou-me mesmo muito! Não queria acreditar que o meu amigo que me apoiava, que me aconselhava, que estava sempre lá para os meus desabafos, de repente deixou de estar. De repente éramos apenas duas pessoas conhecidas que "se aturavam" um ao outro. 

Apesar disso tudo, a réstia de amizade que tínhamos ainda lá estava e eu gostava de acreditar que ainda lá estava. Apesar de estarmos afastados, eu continuava a preocupar-me com ele e gostava mesmo de acreditar que ele ainda se preocupava comigo.


Isto vai parecer muito estúpido, mas um dia eu reparei que um rapaz mesmo muito porreiro do meu curso dizia no Facebook que era gay. Vou chamar-lhe Hugo. Facilmente detectei que era uma brincadeira, mas e se não fosse? Qual é que era o problema? Não existia problema rigorosamente nenhum. 

Caí na patetice de comentar isto com o Tiago e o que eu disse foram precisamente estas palavras "Ontem, vi no Facebook do Hugo a dizer que era gay!", assim como eu vi logo que era uma brincadeira, pensei que ele também fosse detectar a brincadeira, mas a reacção foi mesmo a contrária. Ficou todo chocado e como que ofendido a dizer "O Hugo? Não é nada, impossível!". Eu comecei-me a rir, como que é uma brincadeira e ele continuou bué ofendido comigo, não sei bem porquê.


Isto passou-se. Agora não me lembro se foi no dia seguinte ou se foi mesmo nesse dia à tarde que estávamos todos enfiados numa sala, onde também se encontrava esse Hugo e de repente, ouvi o Tiago do outro lado da sala a falar bem alto "Estás a ver Emma? O Hugo não é nada gay!", eu se tivesse um buraco para me enfiar era um instante enquanto eu lá me enfiava. 

Reparei que ele estava a falar com o Hugo e com outros dois rapazes, mas não se ficou por aí. Eu estava de olhos tão esbugalhados a olhar para ele e ele com cara de parvo continuou a falar muito alto do outro lado da sala a dizer "Lembras-te de andares a espalhar por aí que o Hugo era gay? Afinal era mentira!". 


A espalhar? Ele acabou de dizer alto e em bom som para toda a gente ouvir que eu ando a espalhar boatos? Fiz um comentário em tom de brincadeira com um amigo meu e ele está a dizer que eu ando a espalhar boatos? Eu acho que fiquei em pleno estado de estátua. Estava em pé e acho que não me mexi do mesmo sítio durante uns 5 minutos:
  • Não fazia ideia se devia desatar a discutir com o Tiago por estar a dizer merda; 
  • Não sabia se devia ir direito ao Hugo a explicar-lhe toda a situação para não haver mal-entendidos e para o rapaz também não ficar magoado comigo por causa do Tiago estar a dizer merda; 
  • Nem sabia se devia sair da sala a correr por causa da humilhação que estava a sentir naquele momento por causa do Tiago estar a dizer merda. 

Eu tinha tanta coisa a correr no meu cérebro que não me conseguia decidir por nenhuma delas. Lentamente, fui-me aproximando do Tiago com cara de poucos amigos e reparei que os rapazes levaram aquilo numa boa. Não ficaram chocados de eu andar a "espalhar" fosse lá o que fosse e o Hugo até se ria sem problema nenhum a dizer que foi vítima de facejacking pelos amigos. Eu até aí já tinha chegado, só aquele atrasado de merda do Tiago é que não tinha chegado lá e ainda por cima foi perguntar ao rapaz se ele era gay, porque eu andava a "espalhar" por aí que o rapaz era gay. 

Eu sabia que a nossa amizade já não era a mesma coisa, mas era mesmo muito escusado pôr uma sala inteira a olhar para mim e a acusar-me de andar a "espalhar" coisas para depois as pessoas irem pensar que eu sou uma criadora de boatos.


Eu senti-me tão humilhada que nem fazem ideia. E vendo bem a história não foi nada de outro mundo e tive a sorte do Hugo ser mesmo porreiro e não levar a mal nada disto, mas imaginem que o rapaz ficava a olhar de lado para mim, porque eu andava a inventar "boatos" sobre ele?

Desde esse dia que deixei de falar com o Tiago. O bom dia e a boa noite diziam-se na mesma, mas cada um no seu canto. Não lhe ponho a vista em cima há uns 4 anos. Não faço ideia o que ele anda a fazer da vida, nem ele faz ideia o que se passa na minha. Nem sequer tenho curiosidade em visitar o Facebook dele para ver o que se passa com ele. Foi uma pessoa com quem cortei totalmente.

O que me deixa triste é que se algum dia passar por ele na rua, com toda a certeza que lhe vou dizer olá e vou gostar do ver, mas não vou querer saber de nada sobre ele. É triste como duas pessoas que já se deram tão bem, que partilharam tanto, que tantas risadas deram, passaram a meros conhecidos. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Humilhação desnecessária

Lembrei-me desta história nem sei bem porquê. Dei por mim a recordar os sentimentos que tive nesse dia e, apesar de não ser nada por aí além, senti-me mesmo muito humilhada. A humilhação não é dos sentimentos que costumo ter muitas vezes, mas quando vem de alguém que se mostra ser outra pessoa do que aquilo que realmente pensávamos, só torna as coisas mais dolorosas.


Tudo começa numa amizade que tinha no meu ano de caloira. Durante 3 anos da minha vida, considerei aquele rapaz um dos melhores amigos que podia ter. Vamos chamar-lhe Tiago. Ele sabia tudo o que se andava a passar na minha vida e eu sabia tudo o que se passava na dele. Cada um de nós apoiava e aconselhava o outro o melhor que podia. Via nele uma pessoa com quem podia contar para tudo mesmo. 

Andávamos sempre os dois juntos para todo o lado. Tínhamos as mesmas aulas, íamos almoçar juntos, fazíamos sempre os trabalhos juntos e sempre nos entendemos muito bem. Nunca tivemos problemas nenhuns em termos de estudo, sempre nos demos bem como grupo de trabalho. 


A certa altura, ele fez amizade com dois rapazes e até aí nada de problemático. Os problemas começaram quando esses dois rapazes deixaram de ir com a minha cara. Nunca percebi muito bem porquê, eu não gosto de fazer mal a ninguém, não lhes ia fazer mal nenhum.

A minha amizade com o Tiago era automática, ou seja, a gente nem se apercebia muito bem disso, mas onde um estava, o outro estava lá também de certeza. O Tiago chegava atrasado a uma aula, se eu já lá estivesse, era certinho que se ia sentar ao meu lado e vice-versa. Isto era tão automático que mesmo estando com muita gente à volta, tínhamos que estar sempre ao pé um do outro. 

E acho que foi isso que começou a atrofiar os outros dois. Eu como passava a vida ao pé do Tiago, eles começaram a olhar para mim como uma "penetra", porque eles estavam os três a conviver, eu não tinha nada que estar ao pé deles. Então começaram-me a afastar, combinavam as suas coisas e deixavam-me sempre de fora.


No início não ligava, porque quem era o meu amigo era o Tiago e se os outros dois combinavam coisas onde convidavam o Tiago, eu não tinha nada que ir também. Até aí tudo bem, sem problema nenhum, ele tinha os seus amigos, eu também tinha os meus, cada um combinava as suas coisas com os seus amigos. 

Comecei a ficar magoada, na altura em que combinava alguma coisa com o Tiago à frente dos outros dois e logo no instante a seguir, ele "descombinava", porque os outros dois o convidavam para alguma coisa. Coisas simples como um almoço. Eu perguntava-lhe "Então almoçamos hoje?" e ele dizia que sim sem qualquer problema. Logo a seguir, um deles dizia para ele "Vamos antes almoçar a minha casa!" e ele virava-se para mim e dizia que afinal não podia almoçar comigo. 

Sim, é um exemplo sem jeito nenhum, mas ao fim de várias situações como esta, comecei mesmo a ficar magoada com o meu amigo. Sentia que nos estávamos a afastar um do outro, já não era a mesma coisa. Basicamente, eu só conseguia conviver com ele quando os outros dois não estavam presentes, porque se estivessem, eu seria a menina "penetra". 

Sinto que estou aqui a desabafar e que o post está a ficar demasiado comprido. Vou ficar por aqui e amanhã falo sobre o resto da história.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

TPM

A minha mãe torna-se um bocado insuportável quando está com o TPM. O melhor a fazer é mesmo não lhe responder a rigorosamente nada e nem perguntar rigorosamente nada. Assim não se cai na hipótese de ela começar a berrar pela coisa mais parva à face da terra. E quando digo a coisa mais parva à face da terra, não estou a exagerar.

Um dia, estava a arrumar a sapateira e reparei que estavam lá uns sapatos dela já tão velhos que já nem havia ponta para lhes agarrar. Estavam todos desfeitos e já todos cheios de bolor por terem ficado ali esquecidos no canto da sapateira. Olhei para aquilo e o primeiro pensamento que tive foi mandá-los directamente para o lixo, mas caí na patetice de lhe perguntar "Não vais precisar destes sapatos, pois não?" e a mulher quase que me ia arrancando a cabeça.

O problema aqui está naqueles dias em que uma pessoa chega a casa sem grande paciência, só quer é um bom banho quente para relaxar e dar o dia como encerrado, mas ainda ter que ir aturar o TPM dos outros 😒

terça-feira, 28 de março de 2017

Stress


Percebo que tenho um nível de stress elevado acumulado em mim, quando ao fazer as camas de lavado, começo a bater nas almofadas mais vezes e com mais força do que aquilo que é necessário para elas ficarem ajeitadas. Só o simples exercício físico não chega para libertar esta energia, acho que estou mesmo a precisar de um saco de boxe cá para casa.

segunda-feira, 27 de março de 2017

"Amiga"

Não sei porquê, quando vejo alguém a tratar-me (ou a outra pessoa) de "amiga" soa-me sempre a falso.

Imaginem o seguinte cenário: Estou eu descansadinha da vida em minha casa quando toca o meu telemóvel. Vejo quem me está a ligar e reparo que é alguém que raramente me liga. Atendo e a pessoa diz "Olá, amiga, está tudo bem?". A primeira coisa que me passa pela cabeça, depois de ouvir aquele "amiga" é que já me vai pedir qualquer coisa. E é certo que me pede qualquer coisa.

E é a mesma coisa que vejo quando estou de fora, ou seja, quando vejo outras pessoas a serem tratadas por "amigas". Ainda há bocado, estava no café com outra rapariga que conheço que por acaso faz anos hoje. Recebeu uma chamada e atendeu. Eu conseguia ouvir a pessoa que lhe estava a ligar e as palavras dela foram literalmente estas: "Parabéns amiga... olha, podes-me vir buscar a casa que fiquei sem boleia para o trabalho?"😵

quinta-feira, 23 de março de 2017

Coisas que me irritam

Eu ando numa de reclamar com tudo e mais alguma coisa, portanto agora decidi fazer uma pequena lista de coisas que me deixam um pingo de irritação:

1. Estar divertida a dançar feita parva com os meus amigos numa festarola da terrinha e algures por ali no meio, a festa transformar-se numa aula de zumba;

2. Velhos que abusam da sua idade avançada para fazer o que lhes der na cabeça. Não, ser idoso não  é desculpa para tudo;

3. Estar a dormir descansadinha de manhã, alguém ligar-me a horas indecentes para se ligar a uma pessoa, atender sem conseguir disfarçar a voz de sono e do outro lado ainda perguntam "Estavas a dormir?"

4. Estacionar o carro para ir beber um copo com os meus amigos e no caminho entre o carro e o bar, um lago decidiu cair do céu. Depois uma pessoa chega ao pé do pessoal como quem acabou de sair do Oceano Atlântico e ainda perguntam "Está a chover?"... não, fui eu que decidi ir tomar banho vestida e não tinha secador.😠

quarta-feira, 22 de março de 2017

Chegou a Primavera


Chegou aquela altura do ano onde vai começar a chover a potes e as pessoas que se sentem enganadas com os dias de sol que passaram vão dizer "Nem parece Primavera!". Juro que há sempre alguém a dizer esta expressão 😆

domingo, 19 de março de 2017

Desistir? Nem por isso

Quando eu quero mesmo desistir e reparo que penso nisso todos os dias, onde eu arranjo forças é no pensamento de que não quero dar esse gostinho às pessoas. Hão-de aguentar comigo até ao fim que se fodem. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Heterossexualidade ou bissexualidade? #2


Com o meu post anterior, eu não tenho o objectivo de estar a criar rótulos em nada, até porque sou bem da opinião que cada um é como é e ninguém tem nada a ver com isso. Mas que os tais "nomes" existem, isso é verídico, então só gostava de saber qual deles é que se associa melhor em mim. 

Longe de mim estar aqui a querer impor um rótulo a mim mesma. Eu sei bem quem sou e estou muito bem com a vida que levo, mas tenho essa curiosidade de saber qual dos "nomes" se adequa melhor em mim. 

Faz parte da minha personalidade questionar tudo o que me rodeio e essa é só mais uma questão que ponho a mim mesma e ao mesmo tempo às pessoas à minha volta para saber as diferentes opiniões. Não quero criar conflitos nem coisa do género, é apenas uma curiosidade minha.

terça-feira, 7 de março de 2017

Heterossexualidade ou bissexualidade?


Lembrei-me de falar sobre este assunto, porque já o falei várias vezes com os meus amigos e com o meu namorado também. 

Eu considero-me uma pessoa heterossexual, isto porque acho que só entraria numa relação amorosa com o sexo oposto. Digo ACHO, porque não sei o dia de amanhã, mas isto falando no plano amoroso.

No plano sexual, o caso já muda de figura. Apesar de nunca me ter envolvido com nenhuma rapariga, acho que se o fizesse, não iria ser nada que não gostasse de voltar a repetir, mas aí aparecem as minhas dúvidas. 

Eu sei que me sinto atraída e que me apaixono pelo sexo oposto, mas pelo mesmo sexo acho que já não me apaixono, no entanto, sinto uma grande atracção sexual. 

Em resumo, eu sinto atracção sexual pelos dois sexos, mas tenho noção que só me apaixono por um deles. Continuarei a ser heterossexual ou serei bissexual?

O meu namorado diz que sou bissexual, uma amiga minha diz que sou hetero. Quais são as vossas opiniões? 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Hipocrisia level 2


Quando eu penso que o nível de hipocrisia à minha volta está estabilizado, vem sempre alguém para estragar a festa. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Oscars 2017


Não vos irrita profundamente estarem a ver os Oscars descansadinhos e os comentadores portugueses terem a mania de estar sempre a falar por cima?

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Carnaval


Como já não festejo o Carnaval há uns valentes anos, este ano está a ser de arromba. Começou Sábado e só vai acabar Terça, todos os dias sempre a bombar. Goste-se ou não, as tradições são para ser cumpridas. Alegra-se o nosso espírito e contagia-se quem está à nossa volta. Nada melhor do que umas valentes risadas no meio de tanta trapalhada.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

É com cada facalhão

Que levante a mão quem já levou uma facada nas costas!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Frustração

Os dias têm passado de tal maneira a correr que parece que não venho ao blogue há uns dois dias, quando na verdade já não venho há mais de uma semana.

Venho falar de uma pequena frustração que às vezes parece que estão a gozar com a minha cara. Como já mencionei várias vezes por aqui, eu prefiro trabalhar individualmente do que em equipa, isto porque individualmente sempre posso manter o meu ritmo de trabalho, enquanto que em equipa, por muito que tente manter o meu ritmo de trabalho, acabo sempre por ficar empancada por não poder continuar enquanto o outro não se decidir andar para a frente com o seu trabalho.

Então, eu estou numa posição onde quero avançar com o meu trabalho, mas para avançar, necessito que uma pessoa me arranje uma determinada coisa. Coisa essa que faz parte do trabalho dessa pessoa e por muito que queira, se não me arranjar isso, eu não consigo continuar.

Já por várias vezes disse que preciso daquilo o mais rápido possível. Já por várias vezes insisti que preciso mesmo daquilo e já por várias vezes recebi a resposta para não me preocupar que depois me mandavam aquilo de que preciso. 

E os tempos passam e passam e passam e eu sem receber nada e a sentir-me a ficar pressionada por o tempo limite se estar a aproximar e eu sem poder continuar com o meu trabalho sem a culpa ser minha.

Agora estava aqui descansadinha da vida a fazer as minhas tarefas domésticas e recebo uma mensagem a dizer:
Precisas de alguma coisa?

Não dá vontade de dar uma chapada a alguém? Eu já pedi mais de mil vezes aquilo e sempre me disseram que me iam mandar sem nunca o terem feito e agora perguntam se preciso de alguma coisa? É que só podem estar a gozar com a minha cara. Dá mesmo vontade de responder mal!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

E já tirei umas boas toneladas de cima de mim


Sinto-me muito mais leve e tranquila e noto que voltei a ser uma paz de alma. Disse algures por aqui que iria ter que dizer poucas e boas (neste caso muitas e brutas) a algumas pessoas no momento certo. O momento certo chegou e foi ontem. Apanhei um momento que o tomei como ideal e aqui vai disto. 

Comecei a falar no início e só acabei no fim e o que mais me deixa orgulhosa (e convencida, vá) é ver as pessoas a chorar baba e ranho por causa das palavras que eu disse e que nunca esperavam ouvir, mas nestes casos, eu não costumo ter papas na língua e sim, eu disse tudo o que me estava atravessado na garganta. 

Portanto, tenho muito orgulho em mim por fazer chorar pessoas parvas com umas simples palavras, porque nota-se que são pessoas mimadas que a única coisa que precisam é de umas boas chapadas na cara para ver se aprendem a respeitar as pessoas.

Agora sinto-me uma pena a voar ao vento! Parece que passei um dia inteiro no spa.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Explicação


Ontem, escrevi estas palavras, porque eu fico um tanto ou quanto irritada quando se metem com os meus pais numa de "eu sou superior a ti, portanto sou melhor do que tu!".

A minha mãe trabalha num hospital como assistente operacional, ou seja, como ela diz, a especialidade dela é limpar merda. Como em todo o lado existe gente estúpida, o local onde ela trabalha não é excepção. Neste caso, estamos a falar duma enfermeira parva que pensa, lá por ter um curso superior, que é mais inteligente do que toda a gente que ali anda sem curso nenhum.

Já há uns tempos para cá que essa enfermeira tem vindo a apoquentar a minha mãe com conversas que era impossível ela ter uma filha com estudos superiores, porque a minha mãe era "burra". Sim, foi mesmo o que ela deu a entender.

Basicamente, para aquela enfermeira, as únicas pessoas que podem ter filhos com cursos superiores, são exclusivamente pessoas que também possuem cursos superiores. Naquela cabeça funciona qualquer coisa como, um casal sem curso superior vai gerar um filho sem inteligência suficiente para tirar um curso superior. 

E eu questiono-me, como é que uma alminha destas, que afirma ter um curso superior, tem esta mentalidade de merda? Mal ela sabe que a maior parte dos assistentes operacionais são pessoas que possuem os seus cursos superiores, mas têm que se sujeitar a limpar merda, porque não existe nada na área deles.

Isto tudo para chegar ao último acontecimento. Essa enfermeira fica tão chocada com o facto das pessoas sem cursos também terem a sua inteligência, que no outro dia, numa pausa, apanhou a minha mãe a ler um livro. 

Chocadíssima com essa imagem tão horripilante, perguntou: "Então, mas a dona M. lê livros?" (como quem diz "tens inteligência suficiente para isso?")

À qual a minha mãe respondeu: "Não, uso-os para limpar o cú!"