sexta-feira, 21 de abril de 2017

Exigências


Às vezes, pedem-me para fazer determinados favores que eu não tenho qualquer tipo de problema em fazê-los, mas sinto que esses favores vêm com determinadas exigências. Vêm com aquele tipo de paleio para cima de mim como "eu pago-te é para fazeres aquilo que eu quero"(por outras palavras), mas eu não sou paga para fazer o que quer que seja. Tenho que estar a aguentar este tipo de paleio?

Eu gosto de dizer que sou boa pessoa e que gosto de ajudar os outros, mas quem está a fazer o favor sou eu e ainda vêm com exigências para cima de mim? Só tenho a dizer que a cavalo dado não se olha o dente e ide-vos foder, sim? Tenho dito!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mudança... para melhor?


É impressionante como uma mudança errada da cor de cabelo deixa uma pessoa nova a parecer alguém bastante mais velha. No outro dia, vi uma rapariga da minha idade que já não via há uns meses e ela decidiu pintar o seu cabelo numa cor que eu não sei bem designar. Ela tem o cabelo preto, mas decidiu pintar em tons alourados, mas não é o cabelo todo. São assim umas madeixas esquisitas. Eu diria que quem lhe pintou o cabelo, não fez um trabalho mesmo nada bem feito (às tantas, foi ela que tentou fazer em casa).

A verdade é que passei por ela duas vezes no mesmo dia e não a reconheci nenhuma das vezes. Quando a voltei a ver, reparei que essa nova cor de cabelo a fazia parecer uma mulher com 20 anos a mais. Daí eu não a ter reconhecido. Posso mesmo dizer que não lhe fica mesmo nada bem. Ela deve ter à volta de 25 anos, com 20 anos a mais, parece uma mulher de 45 anos. Agora imaginem o quão diferente ela está, mas não é para melhor. As próprias mulheres de 45 anos devem parecer melhor do que ela.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Aparências

Ultimamente, tenho-me lembrado de contar histórias que foram acontecendo comigo que agora dão vontade de rir, mas na altura não achava lá muita piada. Esta história não é tão comprida como a que contei anteriormente (parte 1; parte 2), mas é apenas estúpida.

Foi com o meu primeiro namorado. Tinha 18 anos quando comecei a namorar com ele e ele tinha um bocado a mania de se armar em convencido, mas era um convencido num tom de brincadeira. Esse tom de brincadeira foi desvanecendo até que a certa altura já era impossível de aturar. Ele tornou-se numa das pessoas mais convencidas que alguma vez conheci, nem sei bem porquê. Eu sempre fui uma pessoa bastante simples, portanto por influência minha não há-de ter sido.

Tornou-se convencido ao ponto em que até a roupa que trazia vestida tinha que ser toda de marca e mesmo a marca não podia ser qualquer uma. Tinha que ser das mais caras, porque se ele andasse com uma simples camisola da Zara, já não era compatível com a sua personalidade de "Eu sou o maior". Toda a humildade que poderia estar dentro dele desapareceu. 

Ele tinha vergonha por causa dos pais viverem do ordenado mínimo. Essa vergonha vinha dum atrofio psicológico que ele ganhou, não sei como. No pensamento dele, se as pessoas soubessem que tudo o que o rodeia é "pobre", então vai ser gozado. Daí ele andar sempre com roupas de marca. Chegou até a comprar um Rolex, porque um simples Swatch não era o suficiente para ver as horas.

Mas até aí, cada um faz o que quer ao seu dinheiro e eu não tenho rigorosamente nada a ver com isso.

Um dia entrei numa loja da Babou e vi uma amiga dele que estava lá a trabalhar. Mais tarde, estava a falar ao telemóvel com ele e numa de meter conversa disse-lhe "Olha, hoje vi a tua amiga na Babou. Não sabia que ela trabalhava lá!"

E o tom de voz dele alterou-se instantaneamente. Estava super divertido a falar comigo e de repente, a voz dele tornou-se séria e elevada "Sim, trabalha. E agora vais começar a gozar com ela por estar a trabalhar lá?"


Porque raio é que eu haveria de gozar com alguém que está a trabalhar a ganhar o seu dinheiro? Foi quando eu me apercebi que ele tinha literalmente vergonha de tudo o que o rodeava, inclusivamente o facto dos amigos terem trabalhos assim em lojas e não serem grandes médicos e advogados e coisas assim. 

Assim como ele não me contava nada dos seus amigos por ter vergonha alheia, descobri depois mais tarde que ele também tinha vergonha de mim. Daí eu só conhecer um amigo ou dois dele e começar-me a atirar à cara para engordar 10kg, porque era muito "esquelética". Basicamente, ele tinha vergonha de andar de mão dada comigo na rua, porque não queria ser visto na rua com uma rapariga magra e não toda jeitosa ali com um decote a fazer inveja a qualquer gaja.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Há com cada lata


Eu já ando farta de reclamar sobre isto aqui no blogue e quem por aqui anda também já anda enjoadinho de eu falar sobre o mesmo tema, mas eu cada vez mais vejo a estupidez humana a andar à minha volta e como é da natureza do Ser Humano reclamar sobre tudo e mais alguma coisa, eu tenho que reclamar sobre isto.

Há muito trabalho para fazer, mas muita gente é alérgica ao trabalho. Então para evitar andar a gastar dinheiro em anti-histamínicos, a solução mais fácil é fugir do trabalho. 

Muitas pessoas da minha "equipa" de trabalho fogem constantemente das suas responsabilidades, mas quando o trabalho aparece feito, como que por magia, nunca está nada bem para eles. Há sempre pontos a reclamar, por mais parvos que sejam. As pessoas têm que arranjar sempre, mas eu digo mesmo SEMPRE, uma ponta por onde reclamar. 

É incrível como é muito fácil reclamar quando o trabalho já está feito. que por acaso foi feito por outros e não por eles. Depois chegam aqueles dias onde é preciso a colaboração de toda a gente, porque é preciso andar a acartar muita coisa de um lado para o outro e é incrível como essas pessoas estão sempre com problemas nas costas nesses dias.

Coincidência? Para mim isso é uma lata que as pessoas têm que eu não suporto. E depois quem fica mal vista sou eu por andar a ralhar com pessoas com o dobro da minha idade 😡

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Humilhação desnecessária #2

Então, em continuação a este post, eu já não conseguia passar tempo de qualidade com o meu amigo. Senti que todos os nossos desabafos já não eram os mesmos. Senti que ele já não me contava certas coisas da sua vida, tanto que já nem fazia ideia das relações amorosas dele e que normalmente sabia de tudo. 

Dei por mim a ocultar certos eventos dele, porque também já não me sentia à vontade de lhe contar tudo como antes contava. E pior que tudo, sentia que todo este afastamento tinha sido culpa dos outros dois, mas ele é que era dono das suas decisões, portanto não podia atribuir as culpas aos outros, apesar de terem muita influência.


A certa altura, comecei a notar que ele olhava para mim como os outros dois, ou seja, a menina "penetra". Tentava falar com ele sobre a situação, engoli várias vezes o meu orgulho para falar com ele e eu via na cara dele que me estava a cagar na testa, revirava os olhos como quem não quer saber do que eu estou para ali a falar. Isso magoou-me mesmo muito! Não queria acreditar que o meu amigo que me apoiava, que me aconselhava, que estava sempre lá para os meus desabafos, de repente deixou de estar. De repente éramos apenas duas pessoas conhecidas que "se aturavam" um ao outro. 

Apesar disso tudo, a réstia de amizade que tínhamos ainda lá estava e eu gostava de acreditar que ainda lá estava. Apesar de estarmos afastados, eu continuava a preocupar-me com ele e gostava mesmo de acreditar que ele ainda se preocupava comigo.


Isto vai parecer muito estúpido, mas um dia eu reparei que um rapaz mesmo muito porreiro do meu curso dizia no Facebook que era gay. Vou chamar-lhe Hugo. Facilmente detectei que era uma brincadeira, mas e se não fosse? Qual é que era o problema? Não existia problema rigorosamente nenhum. 

Caí na patetice de comentar isto com o Tiago e o que eu disse foram precisamente estas palavras "Ontem, vi no Facebook do Hugo a dizer que era gay!", assim como eu vi logo que era uma brincadeira, pensei que ele também fosse detectar a brincadeira, mas a reacção foi mesmo a contrária. Ficou todo chocado e como que ofendido a dizer "O Hugo? Não é nada, impossível!". Eu comecei-me a rir, como que é uma brincadeira e ele continuou bué ofendido comigo, não sei bem porquê.


Isto passou-se. Agora não me lembro se foi no dia seguinte ou se foi mesmo nesse dia à tarde que estávamos todos enfiados numa sala, onde também se encontrava esse Hugo e de repente, ouvi o Tiago do outro lado da sala a falar bem alto "Estás a ver Emma? O Hugo não é nada gay!", eu se tivesse um buraco para me enfiar era um instante enquanto eu lá me enfiava. 

Reparei que ele estava a falar com o Hugo e com outros dois rapazes, mas não se ficou por aí. Eu estava de olhos tão esbugalhados a olhar para ele e ele com cara de parvo continuou a falar muito alto do outro lado da sala a dizer "Lembras-te de andares a espalhar por aí que o Hugo era gay? Afinal era mentira!". 


A espalhar? Ele acabou de dizer alto e em bom som para toda a gente ouvir que eu ando a espalhar boatos? Fiz um comentário em tom de brincadeira com um amigo meu e ele está a dizer que eu ando a espalhar boatos? Eu acho que fiquei em pleno estado de estátua. Estava em pé e acho que não me mexi do mesmo sítio durante uns 5 minutos:
  • Não fazia ideia se devia desatar a discutir com o Tiago por estar a dizer merda; 
  • Não sabia se devia ir direito ao Hugo a explicar-lhe toda a situação para não haver mal-entendidos e para o rapaz também não ficar magoado comigo por causa do Tiago estar a dizer merda; 
  • Nem sabia se devia sair da sala a correr por causa da humilhação que estava a sentir naquele momento por causa do Tiago estar a dizer merda. 

Eu tinha tanta coisa a correr no meu cérebro que não me conseguia decidir por nenhuma delas. Lentamente, fui-me aproximando do Tiago com cara de poucos amigos e reparei que os rapazes levaram aquilo numa boa. Não ficaram chocados de eu andar a "espalhar" fosse lá o que fosse e o Hugo até se ria sem problema nenhum a dizer que foi vítima de facejacking pelos amigos. Eu até aí já tinha chegado, só aquele atrasado de merda do Tiago é que não tinha chegado lá e ainda por cima foi perguntar ao rapaz se ele era gay, porque eu andava a "espalhar" por aí que o rapaz era gay. 

Eu sabia que a nossa amizade já não era a mesma coisa, mas era mesmo muito escusado pôr uma sala inteira a olhar para mim e a acusar-me de andar a "espalhar" coisas para depois as pessoas irem pensar que eu sou uma criadora de boatos.


Eu senti-me tão humilhada que nem fazem ideia. E vendo bem a história não foi nada de outro mundo e tive a sorte do Hugo ser mesmo porreiro e não levar a mal nada disto, mas imaginem que o rapaz ficava a olhar de lado para mim, porque eu andava a inventar "boatos" sobre ele?

Desde esse dia que deixei de falar com o Tiago. O bom dia e a boa noite diziam-se na mesma, mas cada um no seu canto. Não lhe ponho a vista em cima há uns 4 anos. Não faço ideia o que ele anda a fazer da vida, nem ele faz ideia o que se passa na minha. Nem sequer tenho curiosidade em visitar o Facebook dele para ver o que se passa com ele. Foi uma pessoa com quem cortei totalmente.

O que me deixa triste é que se algum dia passar por ele na rua, com toda a certeza que lhe vou dizer olá e vou gostar do ver, mas não vou querer saber de nada sobre ele. É triste como duas pessoas que já se deram tão bem, que partilharam tanto, que tantas risadas deram, passaram a meros conhecidos. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Humilhação desnecessária

Lembrei-me desta história nem sei bem porquê. Dei por mim a recordar os sentimentos que tive nesse dia e, apesar de não ser nada por aí além, senti-me mesmo muito humilhada. A humilhação não é dos sentimentos que costumo ter muitas vezes, mas quando vem de alguém que se mostra ser outra pessoa do que aquilo que realmente pensávamos, só torna as coisas mais dolorosas.


Tudo começa numa amizade que tinha no meu ano de caloira. Durante 3 anos da minha vida, considerei aquele rapaz um dos melhores amigos que podia ter. Vamos chamar-lhe Tiago. Ele sabia tudo o que se andava a passar na minha vida e eu sabia tudo o que se passava na dele. Cada um de nós apoiava e aconselhava o outro o melhor que podia. Via nele uma pessoa com quem podia contar para tudo mesmo. 

Andávamos sempre os dois juntos para todo o lado. Tínhamos as mesmas aulas, íamos almoçar juntos, fazíamos sempre os trabalhos juntos e sempre nos entendemos muito bem. Nunca tivemos problemas nenhuns em termos de estudo, sempre nos demos bem como grupo de trabalho. 


A certa altura, ele fez amizade com dois rapazes e até aí nada de problemático. Os problemas começaram quando esses dois rapazes deixaram de ir com a minha cara. Nunca percebi muito bem porquê, eu não gosto de fazer mal a ninguém, não lhes ia fazer mal nenhum.

A minha amizade com o Tiago era automática, ou seja, a gente nem se apercebia muito bem disso, mas onde um estava, o outro estava lá também de certeza. O Tiago chegava atrasado a uma aula, se eu já lá estivesse, era certinho que se ia sentar ao meu lado e vice-versa. Isto era tão automático que mesmo estando com muita gente à volta, tínhamos que estar sempre ao pé um do outro. 

E acho que foi isso que começou a atrofiar os outros dois. Eu como passava a vida ao pé do Tiago, eles começaram a olhar para mim como uma "penetra", porque eles estavam os três a conviver, eu não tinha nada que estar ao pé deles. Então começaram-me a afastar, combinavam as suas coisas e deixavam-me sempre de fora.


No início não ligava, porque quem era o meu amigo era o Tiago e se os outros dois combinavam coisas onde convidavam o Tiago, eu não tinha nada que ir também. Até aí tudo bem, sem problema nenhum, ele tinha os seus amigos, eu também tinha os meus, cada um combinava as suas coisas com os seus amigos. 

Comecei a ficar magoada, na altura em que combinava alguma coisa com o Tiago à frente dos outros dois e logo no instante a seguir, ele "descombinava", porque os outros dois o convidavam para alguma coisa. Coisas simples como um almoço. Eu perguntava-lhe "Então almoçamos hoje?" e ele dizia que sim sem qualquer problema. Logo a seguir, um deles dizia para ele "Vamos antes almoçar a minha casa!" e ele virava-se para mim e dizia que afinal não podia almoçar comigo. 

Sim, é um exemplo sem jeito nenhum, mas ao fim de várias situações como esta, comecei mesmo a ficar magoada com o meu amigo. Sentia que nos estávamos a afastar um do outro, já não era a mesma coisa. Basicamente, eu só conseguia conviver com ele quando os outros dois não estavam presentes, porque se estivessem, eu seria a menina "penetra". 

Sinto que estou aqui a desabafar e que o post está a ficar demasiado comprido. Vou ficar por aqui e amanhã falo sobre o resto da história.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

TPM

A minha mãe torna-se um bocado insuportável quando está com o TPM. O melhor a fazer é mesmo não lhe responder a rigorosamente nada e nem perguntar rigorosamente nada. Assim não se cai na hipótese de ela começar a berrar pela coisa mais parva à face da terra. E quando digo a coisa mais parva à face da terra, não estou a exagerar.

Um dia, estava a arrumar a sapateira e reparei que estavam lá uns sapatos dela já tão velhos que já nem havia ponta para lhes agarrar. Estavam todos desfeitos e já todos cheios de bolor por terem ficado ali esquecidos no canto da sapateira. Olhei para aquilo e o primeiro pensamento que tive foi mandá-los directamente para o lixo, mas caí na patetice de lhe perguntar "Não vais precisar destes sapatos, pois não?" e a mulher quase que me ia arrancando a cabeça.

O problema aqui está naqueles dias em que uma pessoa chega a casa sem grande paciência, só quer é um bom banho quente para relaxar e dar o dia como encerrado, mas ainda ter que ir aturar o TPM dos outros 😒