sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sorriso amarelo


Uma coisa com a qual não sei lidar muito bem é com gente que tem a mania que tem piada. Mal conhecemos as pessoas e já se armam assim para cima de nós. Tudo bem que é a maneira deles serem, nada contra, mas como não tenho grande confiança com as pessoas, eles passam a vida a mandar as suas piadas para o ar e eu tenho que forçar a minha cara a formar um sorriso para não ficar assim tão mal vista. 

Quando eu não estou para aí virada, eu tenho noção do quão séria a minha cara é. Se vocês soubessem o trabalho que dá ordenar ao meu cérebro para arquear os meus lábios e espetar os dentes de fora... sinto-me a pessoa mais cínica à face da terra. Eles bem tentam, mas eu não lhes acho piada nenhuma, o que é que eu posso fazer?

Sorrir e acenar!


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Marchas Populares - desabafo


Já no fim dos Santos Populares, tenho que confessar que sou doida por Marchas Populares. É verdade, adoro! Só não sou muito adepta quando começam a inventar muito. Eu sei que tem que se abrir a mente e dar asas à imaginação, mas marchas é para marchar, não é para andar a dançar danças de salão lá no meio ou andar a fazer piruetas no ar como as cheerleaders. Há muito sítio por onde dar asas à imaginação, não é preciso ir buscar danças do ventre ou coisas do género. Esta é a minha opinião. 

Já há alguns anos que sigo as Marchas Populares de Lisboa e, não sei se é por a minha apreciação estar mais exigente ou assim, achei as marchas completamente fraquinhas este ano. Não sei bem como é que são feitos os critérios de pontuação, mas já fico um bocadinho enjoada por ver Alfama a ganhar. Nada contra, atenção, até porque em comparação ao resto das marchas foi das menos más, mas também esteve muito longe de ser excelente. Das que eu mais gostei foi a da Madragoa, apesar de não gostar muito dos figurinos, mas gostei muito de saber que ganhou o prémio de melhor coreografia. 

Normalmente, gosto sempre do Alto do Pina, mas este ano nem reacção tive a olhar para a televisão. Eles pareciam umas baratas tontas a dançar. Não que a coreografia fosse má, até nem era má, mas a velocidade com que ia a música, eles não tinham pernas para acompanhar o ritmo, nem a cantar, notava-se bem que estava cada um a cantar no seu tempo, porque ninguém atinava com aquilo.

Mas pronto, vou ficar por aqui com a minha decepção com as marchas deste ano, senão nunca mais saio daqui e ninguém liga a marchas como eu ligo. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ponto Situação do novo emprego


Depois de duas semanas de ter começado a trabalhar, posso dizer que até agora não tenho grandes coisas a apontar à minha equipa de trabalho, o que é bom. É uma equipa muito pequena de apenas 5 ou 6 pessoas e não sei bem como é que o raio das escalas são feitas que às vezes temos o dobro do trabalho e metade da equipa para trabalhar. Mas pronto, tirando esses pequenos pormenores, até agora fui muito bem recebida por toda a gente e puseram-me todos muito à vontade. São todos mais ou menos à minha idade e parecem até ter um certo tino. 

Mas tenho uma pequena pergunta: até que ponto é bom, estar sempre a trabalhar com as mesmas pessoas?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Serei má pessoa?


Sendo filha única, as pessoas mais importantes da minha vida são os meus pais e logo a seguir, o meu namorado. Ou seja, o meu namorado é a terceira pessoa mais importante na minha vida. Para o meu namorado, eu sou a quarta pessoa mais importante da vida dele, porque para além dos pais, sou ultrapassada pela irmã dele, como é óbvio.

Atenção, não me interpretem mal, apesar de não ter grande confiança com ela, eu gosto muito da minha cunhada e admiro a relação que eles têm, porque penso sempre que se tivesse um irmão, gostava de ter uma relação como a deles.

Eu entendo isso tudo em teoria. Na prática, não deixo de sentir aquele ciuminho pequeno e às vezes fico a sentir-me mal comigo mesma por sentir esse ciuminho parvo. Serei má pessoa?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Finalmente


Depois de muito tempo de procura e entrevistas, finalmente vou começar a trabalhar na próxima semana. Vamos lá ver como corre. Tenho um mês à experiência, espero não fazer nada que ofenda ninguém. 

Estou a dizer isto de não ofender ninguém, porque há uns dois meses fui a uma entrevista, onde conheço muita gente que lá trabalha, e fui dada como mal educada por quem me entrevistou, porque falei mal do meu antigo trabalho. 

Sim, isso mesmo. Falei bastante mal do meu antigo trabalho. Toda a gente sabe que não se deve falar mal dos antigos trabalhos, por mais horrorosos que tenham sido. A minha entrevistadora perguntou-me onde é que tinha trabalhado anteriormente e as minhas funções. Eu respondi cada sítio onde trabalhei e o que lá fazia.

Logo a seguir, ela fez-me uma pergunta que senti como uma rasteira: "E gostaste de lá trabalhar?", por mais que uma pessoa tenha vontade de dizer que não, a resposta é sempre "Sim, adorei!". Depois vieram as questões que me fizeram ficar mal vista.

"Se fosses tu a mandar, o que é que mudarias?" e as minhas exactas palavras foram "Talvez a gestão de pessoal. Acho que haviam funções com demasiado pessoal quando não eram precisos assim tantos e outras funções que necessitavam de mais gente e tinham poucas pessoas!"

E foram estas as palavras que me deixaram ficar mal vista perante a entrevistadora. Fui muito mal educada não fui? Falei bastante mal do meu antigo trabalho. Não tenho desculpa perante uma situação destas. 

Mais tarde, fiquei a saber que quem ficou com a vaga foi a cunhada dessa entrevistadora. 

Basicamente, ela já sabia quem ia ficar desde o início. Sobre mim, disse que fui mal educada sobre o meu antigo trabalho, nem quero imaginar as desculpas que ela deu para o restante pessoal que foi entrevistado.