quinta-feira, 27 de julho de 2017

Fases da vida

Hoje, lembrei-me de vir aqui contar uma fase má da minha vida. Vá, não lhe vou chamar má, porque também não foi negra, mas boa é que não foi de certeza. Foi apenas uma fase parva. 

Foi numa altura em que andava a ressacar do meu ex-namorado. Não andava virada para rapazes, nem andava virada para encontrinhos, até que conheci o meu actual namorado. É verdade! Eu só reparei que estava pronta para andar para a frente, quando me apareceu à frente o meu actual namorado. 

Basicamente, andava em baixo de forma e como me habituei a andar assim, já nem me lembrava como é que era andar empolgada por causa dum rapaz. Lembro-me de estar perfeitamente normal e no momento em que ele me deu dois beijinhos para me cumprimentar, o meu próprio cérebro disse-me "Olha aí um rapaz tão fixe para ti!" e naquele momento, decidi que ia andar atrás daquele rapazito que tinha acabado de conhecer. 

Fiquei feliz com a pulga atrás da orelha, mas essa felicidade desapareceu num instante. Afinal, o rapazito tinha namorada e lembro-me de sentir alta desilusão dentro de mim, o que era estranho, porque eu só sabia o primeiro nome da rapaz, mais nada. 

Com essa desilusão, fui para casa amuada para continuar a minha ressaca descansadinha. Passado uns dias, uma amiga minha apresentou-me um amigo dela que não me despertou interesse absolutamente nenhum, mas infelizmente para mim, eu despertei demasiado interesse no rapaz. 

Então, o que aconteceu foi que o rapaz já não me largou mais desde esse dia. Tanto não me largou, que acabou por me beijar e eu, sinceramente, continuava a não estar para aí virada. Ele era bué querido comigo, isso era, mas não era um pessoa interessante para mim. De vez em quando, ia mandando uns olhares tímidos ao meu actual namorado, mas ficava mesmo triste por ver que ele tinha namorada. Acho que foi essa "tristeza" que me fez ir para os braços do segundo rapaz. 

Mas havia um problema: Eu não estava minimamente interessada no rapaz, mas de todo. Sinceramente, nem faço a mais pequena ideia do que me passou pela cabeça naquela altura. Eu andava como que a brincar aos namorados com ele. Dava-lhe um beijo uma vez por dia e lá lhe respondia a uma mensagem ou outra. 

Um dia ele perguntou-me como é que era a nossa situação. Nisso nunca lhe menti, eu não o considerava meu namorado, nem queria que ele me considerasse namorada dele, éramos apenas duas pessoas que se estavam a conhecer. Ele não me disse nada em relação a esse assunto, mas a partir desse dia, tornou-se num ciumento compulsivo. 

Não podia sair de casa sem lhe dizer onde ia, não podia ficar no café a partir de certa hora, não podia ver as horas no telemóvel, porque ele pensava que estava a mandar mensagem a alguém, não podia sequer pensar em ir trabalhar para um bar à noite e coisas assim desse género.

Como é óbvio, eu estava-me a cagar de bem alto para o que ele dizia ou deixava de dizer. Era o que mais me faltava agora não poder estar com o meu telemóvel à vontade que tinha logo o rapaz a ver o que eu estava a fazer. 

Nunca fiz nada com ele e numa noite ele deu a entender para irmos para o meio do mato fazer sexo e a minha reacção foi qualquer coisa do género:


Com aquelas cenas de ciúmes todas, estava mesmo loucamente caída por ele para ir onde quer que fosse. Nessa mesma noite, chateou-se comigo por causa de estar a jogar um jogo no meu telemóvel. Alguém que me diga por favor, se já tiveram alguém a chatearem-se com vocês por causa de estarem a jogar no vosso próprio telemóvel. Achei demasiado e mandei-o dar uma volta nessa mesma hora. 

Depois disso, ele fez de conta que não entendeu o que disse e continuou como se nada fosse. Continuava a mandar mensagens fofinhas de bom dia, ficava preocupado quando demorava a responder... e eu nunca mais respondi a uma mensagem dele. 

Ao fim da primeira semana sem lhe responder (sim, ele era chato), ele começou a tentar picar-me. As mensagens já não eram fofinhas, já eram ofensivas. Nessa altura, eu já não valia nada, era uma esta e aquela, mas tanto se me dava, como se me deu, a minha resposta continuou a ser a mesma... nada. Continuei sem lhe responder. Algum dia se havia de cansar. 

Acabou por se cansar, mas cada vez que me aparecia à frente, armava-se em bad boy, como que a tentar despertar o meu interesse. Arrancava com a mota dele a mil à hora, fumava ganzas à minha frente, ligava a gajas à minha frente a tentar ter uma conversa "íntima" com elas, traficava droga à minha frente... coisas assim desse género. E isto era ele a tentar pôr-me ciúmes de alguma maneira, mas a única coisa que via é que livrei-me de boa. 

Com isto tudo, o meu actual namorado já não namorava e foi uma boa oportunidade para começar a falar com ele. E desde aí, nunca mais nos largámos.

2 comentários:

  1. Por acaso nunca tive assim um relacionamento de absoluta obcessão imagino que deve ser um pesadelo!

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